meu colete a prova de medo

42-22071169Deixar de viver  sob  a batuta do medo é  a benção desejada por todo homem. O medo nos induz a insegurança, a insegurança nos leva a solidão, a solidão nos aprisiona, muda nosso endereço para um labirinto onde todos os caminhos levam pra longe de nós mesmo. Talvez , por isto,  aprendemos a marcar o mundo com a nossa obsessão em tornar seguro, carimbar nossas ações com o selo real do anti- medo. As pegadas da segurança são exatamente a assinatura da raça humana.

Nascemos e morremos tendo o medo como companheiro,  medo da dor, da solidão, medo da morte. O  medo da morte deve ser ressaltado ele nos obriga a gastar a vida tratando- a como um compromisso que gostaríamos de faltar. Mario Lago dizia “ter um pacto de convivência pacifica com morte,  nem ela me persegue e nem eu fujo dela um dia a gente se encontra” e foi assim que se encontraram um dia, e acertaram os ponteiros, o que falaram naquele dia, que também pode ter sido noite,  provavelmente  nunca saberemos.

Aprofundei-me também em criar minhas seguranças, a me proteger dos medos, da solidão vazia, aquela velhinha torturadora que mora numa casa velha e suja ao lado da nossa, me protegi da maneira mais sutil e simples, eu fiz amigos. Se me perguntasse qual a coisa mais significante que já fez  na vida eu diria, eu tenho um amigo. Nos momentos mais difíceis de minha vida foi a certeza de ter amigos,  pessoas que me estenderiam a mão, pessoas que não me deixariam sucumbir, que mesmo que tudo desse errado ainda existira um oásis, foi  o que me manteve de pé, o que me assegurou  ficar de pé e vencer as batalhas que venci,  e também a aceitar as derrotas que tive. Um amigo é um desespero tranqüilo é a minha declaração de bens.

Deitar e noite e saber que em algum lugar alguém pensa em nós é como fincar uma bandeira no deserto, o Kalil Gibran usa este símbolo, ela vai tremular aconteça o que aconteça, e quem olhá-la, carregará consigo a lembrança da sua insistência em trazer presente um objeto ausente, a inconformidade do abandono.   Alguém diante do qual podemos ser  vulneráveis, segurar a mão “sem medo” algum de ser deixado a mercê das severas leis da gravidade. Ter amigos foi a  maneira que encontrei de olhar no fundo dos olhos de Deus. Exupéry dizia no pequeno príncipe, ” que  gostava de olhar as estrelas a noites, por que em alguma delas morava um principezinho, que tinha uma rosa e 3 vulcões” por isto o céu inteiro era especial.

É exatamente por isto que me sinto especial, eu tenho alguém por que vale a pena continuar vivendo, eu tenho um amigo.

o maior número com 1 algarismo

Denomina-se fatoríal de um número ao produto dos números
naturais desde 1 até esse número.20
Assim, por exemplo, o fatorial de 5 é dado pelo produto
1 x 2 x 3 x 4 x 5 .
Essa expressão é indicada abreviadamente pela notação 5!
que se lê: fatorial de 5.
Determinemos os fatoriais de alguns números:
3! =
4! =
5 ! =
9! =
6
24
120
362880
Com auxílio do sinal de fatorial podemos escrever expressões
numéricas muito interessantes.
Calculemos, por exemplo, o fatorial de 362880, isto é, o produto
de todos os números desde 1 até 362880, Esse produto é,
como já sabemos, indicado pela notação
362880!
20Esse número é suposto inteiro e positivo. Segundo convenção, o fatorial da unidade
e o fatorial de zero sào iguais a 1.
66
Esse número 362880 que aí figura é o fatorial de 9; podemos,
portanto, substituí-lo pelo símbolo 9!. Temos pois:
362880! = (9!)!
Esse número (9!)!, no qual figura um único algarismo igual
a 9, se fosse calculado e escrito com algarismos de tamanho comum,
teria cerca de 140 quilômetros de comprimento.
É um número respeitável!
Denomina-se fatoríal de um número ao produto dos números naturais desde 1 até esse número.
Assim, por exemplo, o fatorial de 5 é dado pelo produto 1 x 2 x 3 x 4 x 5 . Essa expressão é indicada abreviadamente pela notação 5!
que se lê: fatorial de 5.
Determinemos os fatoriais de alguns números:
3! =6
4! =24
5 ! =120
9! =362880
Com auxílio do sinal de fatorial podemos escrever expressões numéricas muito interessantes.
Calculemos, por exemplo, o fatorial de 362880, isto é, o produto de todos os números desde 1 até 362880.  Esse produto é, como já sabemos, indicado pela notação 362880!
Esse número 362880 que aí figura é o fatorial de 9; podemos, portanto, substituí-lo pelo símbolo 9!.
Temos pois: 362880! = (9!)!
Esse número (9!)!, no qual figura um único algarismo igual a 9, se fosse calculado e escrito com algarismos de tamanho comum, teria cerca de 140 quilômetros de comprimento.
É um número respeitável!
(este texto não é de minha autoria)

Zero, origem e importância

O matemático C. K. Hogben, em seu livro Mathematics for the Million, procura provar que o símbolo 0 foi inventado na Índia, entre 100 a.C. e 150 d.C. Originalmente não foi uma descoberta matemática, na acepção académica da palavra, mas sim uma descoberta eminentemente prática. O hindu chamava o zero de sunya, isto é, vazio. A identificação do 0 com o conjunto vazio, o nada, ou zero, foi consumada posteriormente.
Os hindus, entretanto, não foram o único povo a inventar o zero. Muitos séculos mais tarde, mas independentemente de qualquer  inspiração oriental, o zero foi empregado pelos maias, cuja civilização  floresceu na América cerca de 500 anos d.C. Estes indígenas americanos empregavam um arranjo vertical, de símbolos
numerais, análogos aos símbolos chineses, para as inscrições de certas datas em seus monumentos.
O caráter momentoso da descoberta do zero é, hoje, universalmente reconhecido. Laplace (1749-1827), o notável astrônomo e matemático francês, refere-se ao zero num trecho importantíssimode sua obra.

E escreve:
Devemos à Índia o engenhoso método de exprimir todos os números por meio de dez símbolos, cada qual portador, tanto de um valor de posição, como de um valor absoluto, invenção notável, mas tão simples, que nem sempre lhe reconhecemos o mérito. Não obstante, a esta mesma simplicidade, à imensa facilidade que trouxe a todos os cálculos devemos o achar-se a Aritmética à vanguarda de todas as grandes invenções. Só podemos apreciar condignamente o mérito desta descoberta, lembrando-nos que escapou ao génio de Arquimedes, de Apolônio e de todos os matemáticos da Antiguidade Clássica. ..
O matemático francês Mareei Boll acha que a descoberta do zero (como operador) foi uma das descobertas mais notáveis da História.
Em seu livro As Etapas da Matemática (Lisboa, 1950, pág. 15) escreve Marcel Boll:
O zero é um operador, pois que cada zero, junto à direita de qualquer número inteiro (não nulo), permite decuplicá-lo  instantaneamente. O monge de Auvergne, Gcrbert, aprendeu a numeração dos árabes, quando da sua estada em Córdova (980), e, forçando a adoção desse sistema, fêz trabalho extraordinariamente
fecundo, pois mais tarde, quando se tornou Papa (Silvestre II), pôde fazer uma eficiente expansão de suas ideias. Com os recursos de que dispomos hoje, esta descoberta toma as proporções de um acontecimento gigantesco, que nem de longe poderá ser posto em paralelo com os incidentes de consequências restritas, que se batizam fatos históricos (a rivalidade Aníbal-Cipião, a tomada de Constantinopla pelos turcos etc). Sem a numeração de posição, a negra noite da Idade Média jamais teria deixado a face da Terra.

Maravilhas da Matemática

Malba Tahan