Sobre a Igrejinha da Pampulha

A arte me comove, me transforma eu me sinto em êxtase. Um encontro com uma obra de arte é uma espécie de nirvana, uma experiência mística. É exatamente isto que acontece comigo quando vejo a Igreja de São Francisco (Igrejinha da Pampulha), ela é um encontro com a história. É como se tomasse um café com JK ou Portinari. Eu gosto das linhas flexíveis de Niemeyer aquelas que ele disse preferir por parecer com as montanhas de minas, ou como o curso do rio do nosso Brasil. A igrejinha pra mim é um encontro comigo mesmo. Me levam as lágrimas. A beleza é mais que um prêmio ela é um benesse divina, uma benevolência divina. A arte é a demonstração da existência de Deus, dizia o Rubem, afinal onde se guardaria tanta beleza. Vicent Van Gogh, o fantástico pintor holandês disse algumas palavras que me soaram como uma descoberta fantástica, ” Sem o belo o mundo seria horrível”. Embora pareça uma ingênua expressão esta frase me insunua um desabafo, uma pontinha de medo e uma sentença.
Que não exista mal que a presença do belo não consigua transformar. A Igrejinha é um pouco disto pra mim, pudesse eu agradeceria pessoalmente a JK pela excelente idéia, acho que devia ser imortalizado mais por esta idéia que por qualquer outra.