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	<title>Professor Júnior &#187; criatividade</title>
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	<description>Antônio Lázaro Rodrigues Junior, nasceu em Patos de Minas, professor licenciado em matemática pelo UNIPAM, católico, membro da Renovação Carismática Católica, atualmente é aluno de Pos-graduação na UFMG. Tem interesses em arte, sobretudo Literatura e Música, é estudioso de Filosofia e política, mas, tem como principal interesse a Educação, promove reflexões, palestras sobre o tema, e é onde mora suas reais esperanças da transformação do mundo.</description>
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		<title>Minha pequena Ditadura das novidades</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 14:54:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigues Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É madrugada, deveria estar dormindo, é o que a maioria das pessoas fazem agora. Sinceramente fazer o que a maioria das pessoas fazem é coisa que nunca me encantou. Ficar com a maioria é estar amordaçado ao convencional. Não suportorotinas, preciso de coisas novas, minha liberdade não admite algemas. Estar com a maioria pelo menos nos sistemas democráticos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">É madrugada, deveria estar dormindo, é o que a maioria das pessoas fazem agora. Sinceramente fazer o que a maioria das pessoas fazem é coisa que nunca me encantou. Ficar com a maioria é estar amordaçado ao convencional. Não suporto<img class="alignright size-full wp-image-183" title="42-19545322" src="http://www.arjunior.com.br/wp-content/uploads/2009/06/nov130.jpg" alt="42-19545322" width="130" height="110" />rotinas, preciso de coisas novas, minha liberdade não admite algemas. Estar com a maioria pelo menos nos sistemas democráticos significa vencer, mas, nem mesmo o sabor doce das vitórias me ilude. Não que seja íntimo das derrotas, pelo contrário, minha vida é a demonstração clara que derrota alguma pode me vencer.</p>
<p align="justify">O fato é que vivi quase toda minha vida fazendo coisas que deram errado, me orgulho disto, e que me tornando amigos dos meus erros, eles me educaram para errar, penso que isto tenha sido a coisa mais certa que fiz na vida, preparar-me para errar.</p>
<p align="justify">Preparar-me para errar foi a forma que dominei a minha necessidade pelo original. Pessoas que temem errar não arriscam, não tentam coisas novas, ficam aprisionados ao passado. A criatividade nasce desse destemor do fracasso, quem teme fracassar, cumpre rotinas, segue manuais, faz da vida uma receita de bolo, não cria. Dar à luz coisas novas e colaborar com Deus na sua tarefa em nos presentear com a diversidade, é trabaho de quem não tem medo do fracasso e compromisso com o eternamente novo. Habita em mim uma obsessão, de deixar impregnado nas coisas um cheiro de originalidade.</p>
<p align="justify">Se existe uma coisa que mais nos torna humanos é a capacidade de inventar e reinventar. Coisas nunca sonhadas, desejos que possam voar, diálogos em línguas que não existiam ainda, amores pescados vagando pelos ares, lágrimas por dores que não existem . Eu penso como o Pessoa “o inventor é um fingidor”.</p>
<p align="justify">Eu sou como o Manoel de Barros</p>
<p align="justify"><em>“Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta o lápis, que vê a uva etc. etc.</em><em><br />
Perdoai.<br />
Mas eu preciso ser Outros.”</em></p>
<p align="justify">Pessoas diferentes dizendo as mesmas frases significam coisas novas. Eu sou um obsecado pelo sempre novo. A definição de paraíso para mim seria isto “uma maravilha sempre nova, instante a cada instante para toda eternidade”. A palavra evangelho significa boa nova, só um ser divino usaria uma palavra destas, afinal, uma coisa começa a deixar de ser boa na medida que deixa de ser nova.</p>
<p align="justify">Esta eterna novidade, que o Pessoa conclama, faz de nós seres novos. Os atores medievais eram impedidos de serem enterrados em cemitério públicos, acreditava-se que eles só poderiam ter pactos demoníacos, afinal, como alguém poderia ser ele mesmo e ao mesmo tempo ser &#8220;Outros&#8221;.</p>
<p align="justify">Este é meu desejo, queria um cemitério que fosse só meu , “e que eu preciso ser outros &#8230;”</p>
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