Deixar de viver sob a batuta do medo é a benção desejada por todo homem. O medo nos induz a insegurança, a insegurança nos leva a solidão, a solidão nos aprisiona, muda nosso endereço para um labirinto onde todos os caminhos levam pra longe de nós mesmo. Talvez , por isto, aprendemos a marcar o mundo com a nossa obsessão em tornar seguro, carimbar nossas ações com o selo real do anti- medo. As pegadas da segurança são exatamente a assinatura da raça humana.
Nascemos e morremos tendo o medo como companheiro, medo da dor, da solidão, medo da morte. O medo da morte deve ser ressaltado ele nos obriga a gastar a vida tratando- a como um compromisso que gostaríamos de faltar. Mario Lago dizia “ter um pacto de convivência pacifica com morte, nem ela me persegue e nem eu fujo dela um dia a gente se encontra” e foi assim que se encontraram um dia, e acertaram os ponteiros, o que falaram naquele dia, que também pode ter sido noite, provavelmente nunca saberemos.
Aprofundei-me também em criar minhas seguranças, a me proteger dos medos, da solidão vazia, aquela velhinha torturadora que mora numa casa velha e suja ao lado da nossa, me protegi da maneira mais sutil e simples, eu fiz amigos. Se me perguntasse qual a coisa mais significante que já fez na vida eu diria, eu tenho um amigo. Nos momentos mais difíceis de minha vida foi a certeza de ter amigos, pessoas que me estenderiam a mão, pessoas que não me deixariam sucumbir, que mesmo que tudo desse errado ainda existira um oásis, foi o que me manteve de pé, o que me assegurou ficar de pé e vencer as batalhas que venci, e também a aceitar as derrotas que tive. Um amigo é um desespero tranqüilo é a minha declaração de bens.
Deitar e noite e saber que em algum lugar alguém pensa em nós é como fincar uma bandeira no deserto, o Kalil Gibran usa este símbolo, ela vai tremular aconteça o que aconteça, e quem olhá-la, carregará consigo a lembrança da sua insistência em trazer presente um objeto ausente, a inconformidade do abandono. Alguém diante do qual podemos ser vulneráveis, segurar a mão “sem medo” algum de ser deixado a mercê das severas leis da gravidade. Ter amigos foi a maneira que encontrei de olhar no fundo dos olhos de Deus. Exupéry dizia no pequeno príncipe, ” que gostava de olhar as estrelas a noites, por que em alguma delas morava um principezinho, que tinha uma rosa e 3 vulcões” por isto o céu inteiro era especial.
É exatamente por isto que me sinto especial, eu tenho alguém por que vale a pena continuar vivendo, eu tenho um amigo.





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Laiany
Postado em agosto 30th, 2009 em 0:25Parabéns Juninho,
como sempre seus textos usam palavras inteligentes,
sabe usar as palavras certas nos momentos certos… rs
Como dizia Mario Quintana, ” a amizade é um amor que nunca morre”.
Independente de onde estiver, longe ou distante, se seus amigos forem verdadeiros, sempre irá ter alguém em quem pensar, e alguém pensando em vc…
bjs
Kamilla Barcelos
Postado em setembro 12th, 2009 em 14:18Muito obrigada pela visita ao meu blog! Gostei muito dos seus textos também. Concordo com você que para lutar contra a insegurança que incide em nós é preciso de amigos, pessoas que podemos confiar.
Tátiva Vigiane
Postado em setembro 20th, 2009 em 22:34Oiiii Juninho
Gostei muito do texto e pincipalmente da citação do Pequeno Príncipe…
Quem dera pudéssemos ter a inocência ea sabedoria daquele menino…
Saudades de ti…
Bjuuuuu
Francis
Postado em fevereiro 8th, 2010 em 11:39Ótimo texto Júnior! Muita clareza e simplicidade ao se expressar.
Grande Abraço!
Paulo Honório Guimarães
Postado em março 25th, 2010 em 15:24Legal moço, muito bom mesmo!!
Ou, a gente tem q se ver.. abração!!
Quando der dá uma ligada!
Massilane
Postado em abril 25th, 2010 em 7:21Sou de Nova União mas vc ñ deu aulas para mim lá.Estou procurando em seu blog alguma coisa da prova do Banco doBrasil para tirar algumas duvidas porque vou fazer o concurso dos correis e isso podera me ajudar.Obrigada.
Abraços.